Fatores de risco:
• História pregressa de reação alérgica
• Reação adversa anterior a medicamentos
• Alergias conhecidas ao iodo ou a frutos do mar (risco aumentado para reações a meios de contraste).
Fisiopatologia:
A reação antígeno-anticorpo provoca a liberação pelos mastócitos de substâncias vasoativas potentes, como a histamina e a bradicinina, e ativa as citocinas inflamatórias, causando vasodilatação disseminada e permeabilidade capilar. Os fatores desencadeantes mais comuns consistem em alimentos (particularmente amendoins), medicamentos e insetos.
Três características definem a anafilaxia:
• Início agudo dos sintomas
• Duas ou mais das seguintes condições: comprometimento respiratório, diminuição da PA, desconforto gastrintestinal e irritação da pele ou das mucosas
• Comprometimento cardiovascular.
Manifestações clínicas:
Os sinais e sintomas surgem em 5 a 30 min após a exposição ao antígeno; no entanto, em certas ocasiões, as reações podem ser observadas várias horas mais tarde.
• Cefaleia
• Tontura
• Náuseas, vômitos, dor abdominal aguda ou desconforto
• Prurido
• Sensação de morte iminente
• Eritema difuso e rubor generalizado
• Dificuldade na respiração (edema de laringe), broncospasmo
• Arritmias cardíacas
• Hipotensão.
A anafilaxia grave inclui os seguintes achados:
• Início rápido da hipotensão
• Comprometimento neurológico
• Angústia respiratória
• Parada cardíaca.
Manejo clínico:
• Identificar e remover o agente desencadeador (p. ex., antibiótico)
• Certificar-se da disponibilidade de acessos venosos adequados
• Administrar medicamentos prescritos para restaurar o tônus vascular
• Manejar a infusão de líquido em virtude de deslocamentos maciços de líquido
• Fornecer suporte de emergência para as funções vitais básicas
• Realizar a reanimação cardiopulmonar quando a parada cardíaca e/ou a parada respiratória forem iminentes ou já tiverem ocorrido
• A intubação endotraqueal pode ser necessária para estabelecer uma via respiratória adequada. Terapia farmacológica
• Epinefrina (ação vasoconstritora) por via intramuscular
Terapia farmacológica:
• Epinefrina (ação vasoconstritora) por via intramuscular
• Difenidramina (anti-histamínico; reduz a permeabilidade capilar)
• Medicamentos administrados por nebulizador para reverter o broncospasmo induzido pela histamina (p. ex., salbutamol).
Manejo de enfermagem:
• Ajudar na prevenção, avaliando as alergias e reações alérgicas prévias (p. ex., medicamentos, hemoderivados, alimentos, agentes de contraste, iodo, frutos do mar, látex)
• Observar o cliente quanto à ocorrência de sintomas quando administrar um novo medicamento, particularmente os seguintes: antibióticos, betabloqueadores, inibidores da angiotensina (inibidores da enzima conversora de angiotensina [IECA]), bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) ácido acetilsalicílico (AAS) e agentes anti-inflamatórios não esteroides (AINE)
• Preparar-se para a administração intramuscular de epinefrina em caso de reação anafilática
• Ensinar ao cliente e à família como evitar uma futura exposição a antígenos, como reconhecer uma reação anafilática e como administrar medicamentos de emergência.
Cópia fidedigna do BRUNNER&SUDDARTH Manual de Enfermagem Médico-cirúrgica. Décima terceira edição.
Questões de Concursos:
01) O choque anafilático, também conhecido como anafilaxia, é uma reação alérgica grave e potencialmente fatal que ocorre de forma rápida e pode afetar vários sistemas do corpo. Esse tipo de reação alérgica é uma emergência médica que requer atenção imediata. São manifestações clínicas apresentadas pelo paciente nessa condição, EXCETO:
a) Sensação de morte iminente.
b) arritimias cardiácas.
c) Eritema difuso.
d) Hipertensão.
e) Broncoespasmo.
RESPOSTA D
No choque anafilático a manifestação clínica é a hipotensão.
02) O choque anafilático é causado por uma grave reação alérgica quando clientes que já produziram anticorpos contra uma substância estranha (antígeno) são subsequentemente expostos ao antígeno e, em seguida, desenvolvem uma reação antígeno-anticorpo sistêmica: especificamente, uma resposta mediada por IgE. (Brunner, 2015)
Não é manifestação clínica característica do choque anafilático:
a) Eritema difuso e rubor generalizado.
b) Dificuldade na respiração (edema de laringe).
c) aumento da pressão arterial.
d) hipotensão.
RESPOSTA C
Mas uma questão elaborada da mesma forma que a anterior.
03) Assinale a alternativa correta sobre reações sistêmicas graves nas anafilaxias.
a) Sensação de calor, edema na boca e na garganta, congestão nasal
b) Rubor, calor, ansiedade e prurido
c) Dispneia, tosse e sibilos
d) Broncospasmo, edema de laringe e convulsão
e) Espirros e lacrimejamento
RESPOSTA D
Aquela questãozinha que podemos eliminar o que não é, letra a, congestão nasal, não, letra b, calor, não, letra c, tosse, não, letra e ,lacrimejamento, não, essa convulsão na letra d, eu entendo como o comprometimento neurológico citado nos achados. E ai qual seria seu racíocio?
04) Qual é o principal mecanismo envolvido no choque anafilático?
a) Reação de hipersensibilidade tipo I.
b) Reação de hipersensibilidade tipo III.
c) Reação de hipersensibilidade tipo II.
d) Reação de hipersensibilidade tipo IV.
e) Reação de hipersensibilidade tipo V.
RESPOSTA A
Você viu essa resposta no texto? Nem eu, em busca de respostas, achei:
Hipersensibilidade do tipo 1
Também conhecida como alergia ou hipersensibilidade imediata, esta reação é causada pela liberação de mediadores de mastócitos. É desencadeada por IgE contra antígenos ambientais e pode causar anafilaxia, asma alérgica, eczema e rinite alérgica.
Também conhecida como alergia ou hipersensibilidade imediata, esta reação é causada pela liberação de mediadores de mastócitos. É desencadeada por IgE contra antígenos ambientais e pode causar anafilaxia, asma alérgica, eczema e rinite alérgica.
Hipersensibilidade do tipo 2
Também conhecida como hipersensibilidade citotóxica, esta reação é causada por anticorpos IgM ou IgG que atacam células do próprio corpo ou células com antígenos estranhos. Pode causar anemia hemolítica induzida por drogas, granulocitopenia e trombocitopenia.
Hipersensibilidade do tipo 3
Esta reação é causada por anticorpos IgM ou IgG contra antígenos solúveis que se depositam em tecidos e vasos sanguíneos, causando inflamação e lesão tecidual.
Hipersensibilidade do tipo 4
Também conhecida como hipersensibilidade celular ou reação tardia, esta reação é causada por linfócitos T que reagem contra antígenos próprios nos tecidos. Pode causar infecções por bactérias intracelulares, infecções fúngicas e virais, rejeição crônica a transplantes e fotodermatites.
Hipersensibilidade do tipo 5
Não existe.
05) As reações anafiláticas começam, frequentemente, com uma sensação de desconforto, seguida por sensações de formigamento e tontura. Em seguida, surgem sintomas graves que incluem coceira e urticária generalizada, inchaço, sibilos, dificuldade respiratória, desmaio e/ou outros sintomas alérgicos. Acerca da reações anafiláticas, é correto afirmar:
a) começam nos primeiros 15 minutos da exposição ao alérgeno. Excepcionalmente, as reações começam após 1 hora.
b) A acetilcolina é a responsável pelo rash na pele, coceira, inchaço, secreção nasal e todos os outros sintomas de alergia.
c) Depois de ter uma reação anafilática a algo, é pouco provável que tenha outra, caso entre em contato com o alérgeno novamente.
d) Raramente, a reação anafilática é bifásica, ou seja, dá sinais de melhora para depois apresentar uma recaída do primeiro episódio.
RESPOSTA A
Os sinais e sintomas surgem em 5 a 30 min após a exposição ao antígeno; no entanto, em certas ocasiões, as reações podem ser observadas várias horas mais tarde.
E ai o que acharam?
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